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Projeto Horta Na Casa do Adolescente - Pinheiros

São Paulo

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Resumo

1•Possibilitar a aprendizagem, utilizando-se de uma horta como recurso facilitador de educação para novos estilos de vida, de promoção de conhecimentos e habilidades para o trabalho e de consciência ecológica e protagônica para a sustentabilidade.


1.1 Objetivos específicos

1. Compreender a horta como um espaço vivo, onde todos os organismos formam uma cadeia de produção sustentável e fonte de alimentação saudável.
2. Proporcionar o contato direto com o meio ambiente, manejo do solo, domínio das técnicas de plantio, de produção de hortaliças e vegetais e formas de cuidado com as plantas.
3. Promover o entendimento da relação entre alimentação, nutrição e saúde, motivando a prática de novos hábitos de alimentação e estilo de vida saudável.
4. Estimular a valorização do trabalho em equipe, o envolvimento na preparação, condução e manutenção da horta.
5. Contribuir para o empoderamento na construção de projetos de vida, podendo considerar a horta como opção de inclusão produtiva;
6. Oportunizar práticas que estimulem o protagonismo e sua inserção em grupos comunitários para a redução da vulnerabilidade social e promovam cultura de paz.


2. Diretrizes

As ações deste Projeto serão orientadas por quatro diretrizes articuladas entre si:

Diretriz 1: Sustentabilidade: trabalhar a horta como um instrumento pedagógico de desenvolvimento do cuidado, respeito e preservação da natureza; a educação alimentar e nutricional e o desenvolvimento de práticas saudáveis de vida.
Diretriz 2: Empoderamento e protagonismo: a formação dos adolescentes voltada para a participação nos espaços comunitários e do seu papel na construção da sociedade.
Diretriz 3: Identidade de gênero: abordagem reflexiva sobre a necessidade de um posicionamento sem preconceitos e o respeito entre os diferentes.
Diretriz 4: Não a violência e cultura de paz: abordarão temas que desenvolvam uma cultura de paz na família, na escola e entre os seus pares.

3. Metodologia

A metodológica do projeto se assenta no Objetivo Nº 3 (ODS) que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades e está amparada na ética ecológica, que gera uma conscientização acerca da preservação do planeta (UNICEF, 2018).
A metodologia consistirá na interação, troca de saberes e vivências e toma como base o diálogo, por meio da ação, reflexão e ação com base em princípios como o respeito aos outros, democracia, partilha, trocas e solidariedade (Paulo Freire, 1989).
Além disso, focará a aprendizagem técnica do plantio, manutenção e colheita, criando espaços educativos para:
Gerar aprendizagens múltiplas relacionadas ao meio ambiente e sustentabilidade;
Proporcionar aprendizagem técnica relacionados ao uso do solo e técnicas de plantio e manutenção da horta;
Promover debates e atividades sobre as questões ambiental, alimentar e nutricional;
Promover saúde por meio da aplicação do conhecimento sobre alimentação e nutrição.

As atividades serão coordenadas pela equipe de Naturólogos, com base nos seguintes princípios:

-Acolhimento: garantia que o grupo seja um lugar que pode contar para discutir e manifestar opiniões e ideias sem que haja julgamentos, críticas, discriminação, desrespeito e estabelecendo acordos de convivência e comunicação;
-Reconhecimento da dignidade e de direitos inalienáveis: direitos à vida, ao desenvolvimento pessoal e social, à integridade, o respeito e a proteção;
-Empoderamento e protagonismo: promoção do crescimento, desenvolvimento de seu potencial criativo e de seus participantes, valorização e utilização da experiência e do potencial de cada participante do grupo;
-Participação: a participação de todos será encorajada, utilizando-se uma ampla variedade de atividades e apoio a diferentes maneiras de participação.

Atividades pedagógicas

Será oferecida uma programação diversificada, preponderantemente grupal, estruturada em três estratégias metodológicas: Oficinas de Plantio, Rodas de Conversa e Atividades Complementares.
As atividades grupais pretendem ser um espaço de fala e intercâmbio entre os adolescentes, sobre suas problemáticas que dizem respeito à construção de suas identidades, a sua inserção de forma digna na sociedade, incluindo nessa discussão os desafios e impactos gerados pela pandemia do Covid-19 em suas vidas e as dificuldades que experimentam na família, na escolae/ou em outros espaços.
As Oficinas de Plantio e Rodas de Conversa terão duração de duas horas semanais, coordenadas pela equipe de Naturólogos com a participação de Psicólogos e Nutricionistas. Tais abordagens possibilitam juízo crítico, autocuidado, autoestima e protagonismo que lhes permitam encontrar caminhos e soluções possíveis diante dos desafios de suas vidas.
As Atividades Complementares (externas) enriquecerão a aprendizagem, possibilitando outras formas de inserção social, motivação e aprendizado ao entrar em contato com outras pessoas, outros projetos, outras hortas que enriqueçam os seus conhecimentos.

Conteúdo programático - Temas transversais

Dentro da proposta educativa, alem das temáticas especificas da horta, serão abordados os temas transversais:

- Saúde - Identidade - Direitos - Sustentabilidade - Ética - Relações familiares e comunitárias - Identidade de gênero - Sexualidade – Família - Trabalho - Álcool e substancias psicoativas- Empoderamento - Protagonismo - Não à violência e cultura de paz - Outros.

No processo de implementação da horta, as atividades serão enriquecidas com:

•Passo a passos para a preparação da horta ;
•Pesquisas com os temas: manuseio do solo, ar e água; preparação das áreas para plantio; outros;
•Práticas, estruturas e tipos de canteiros (através de aulas realizadas ao ar livre);
•Construção de estufas (mini-laboratório);
•Realizações de eventos, tais como palestras por profissionais do Projeto e fora dele;
•Experiências (cultivo das plantas);
•Realizações de entrevistas com profissionais e jovens que trabalham em hortas;
•Visitas a outras hortas, com relatório dos adolescentes.


Participação das famílias

O Projeto deverá estar aberto às famílias. Para tal, serão criados eventos específicos mensais, espaços de diálogos entre as famílias, por meio de ações socioeducativas e de convivência, que visam o aprimoramento da sua capacidade protetiva, aquisição de novos conhecimentos sobre a natureza, horta, alimentação e estilo de vida saudáveis, contribuindo diretamente para a saúde, bem-estar e qualidade de vida.


4. Produção de Cartilhas educativas e propagadoras das ideias do Projeto


Para alcançar esses objetivos educativos, torna-se importante a produção de ferramentas para a socialização de conhecimento que vai sendo adquirido. Assim, serão idealizados 02 (dois) cadernos, ambos com o protagonismo dos adolescentes. O material a ser elaborado deve apresentar uma formatação leve, clara, com ilustrações remetendo ao aspecto lúdico, despertando o interesse dos adolescentes para este tipo de atividade e tornando-o mais apropriado ao público. Além de se constituir uma ferramenta de divulgação dos resultados do Projeto.

Caderno 1 – O Fazer na Horta e Sustentabilidade (título provisório): Concepções de sustentabilidade. Oferecerá conceitos, informações imprescindíveis de como preparar e implementar uma horta em todas as suas etapas.

Caderno 2 – Horta, Alimentação e Nutrição (título provisório): - caminhos para uma vida saudável: consistirá de informações sobre alimentação, nutrição e saúde.


5. Etapas


Este Projeto prevê seis etapas de implantação, que serão realizadas ao longo dos 12 meses de duração.
•Etapa I: Ações preparatórias da equipe para a implementação e execução do projeto.
•Etapa II – Sensibilização, capacitação e inclusão dos adolescentes no Projeto Horta.
•Etapa III: O fazer na Horta e a Sustentabilidade: implementação e desenvolvimento da horta e dos grupos de trabalhos com adolescentes e familiares acompanhantes.
•Etapa III: Implementação e desenvolvimento das hortas e dos grupos de trabalhos com adolescentes - O fazer na Horta e a Sustentabilidade
•Etapa IV: Monitoramento e avaliação dos processos de implantação e implementação do Projeto.
•Etapa V: Relatórios finais.
•Etapa VI: Divulgação dos resultados.

As Oficinas de Plantio e Rodas de Conversa com adolescentes terão a seguinte estrutura:
- Número de integrantes: grupos com até 12 (doze) adolescentes;
- Duração: até duas horas, incluindo a acolhida.


6. Resultados esperados
O fazer da horta propiciará aos adolescentes:

•Fortalecimento do protagonismo juvenil, o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do meio ambiente;
•Auxílio na melhora da qualidade de vida;
•Redução de vulnerabilidades e aumento da autoestima;
•Sensibilidade ambiental e respeito pela natureza e pelos recursos naturais e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre essa questão;
•Desenvolvimento de habilidades e atitudes que possam favorecer a integração na inclusão produtiva, aqueles que identifiquem na horta, uma alternativa de trabalho;
•Valorização do trabalho em equipe;
•Ser multiplicador no ambiente da família e da comunidade sobre as práticas de horticultura;
•Aprendizagem na produção de plantas de forma segura e sustentável, apreço pela horticultura e ter atitudes positivas para com a agricultura;
•Trabalhar o processo de cultivo de alimentos e todas as variáveis que o envolvem.

Experiência

Histórico da atividade de Horta no Programa Saúde do Adolescente

O Programa Saúde do Adolescente

O Programa Saúde do Adolescente visa à implantação e implementação de uma política pública universalizada de adolescência na área da Saúde, com atendimento integral para ambos os sexos, de 10 a 20 anos de idade, nos aspectos físicos, psicológicos e sociais, por meio de uma equipe multiprofissional.
Este Programa atende os adolescentes por meio de uma agenda diferenciada, com equipe multiprofissional (médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, odontologistas, entre outros). Encontra-se atuante em 30 localidades no estado de São Paulo, incluindo a capital e os municípios que conformam a Região Metropolitana.
Além do atendimento individualizado desenvolve atividades grupais, considerando a tendência grupal na adolescência, procurando valorizar vivências culturais, troca de experiências e de conhecimentos entre os membros dos grupos. Essa forma de atendimento favorece a participação e a construção de um saber coletivo e empoderamento, identificação dos fatores e condutas de risco; intervenção na vulnerabilidade social; desenvolvimento de ações como fatores de proteção social; desenvolvimento de autoestima, juízo crítico, plano de vida, criatividade, estilo de vida saudável, protagonismo e cidadania.

Público Alvo

- Beneficiários diretos: os beneficiários diretos serão os adolescentes atendidos na Casa do Adolescente - Pinheiros ou que venham a frequentar e que sintam estimulados para a atividade. São oriundos de escolas, comunidades da região, encaminhados pelo sistema de saúde, prefeituras, ONGs, conselhos de direitos e tutelares, entidades da Região Metropolitana e do interior do estado de São Paulo. Projeto Horta atingirá 50 (cinquenta) adolescentes/mês.

- Beneficiários indiretos
Familiares que fazem parte dos grupos de acompanhantes e, até mesmo grupos comunitários do entorno uma vez que esses adolescentes serão incentivados e empoderados para a multiplicação do projeto.
Calcula-se aproximadamente, em torno de 200 pessoas/mês dos núcleos familiares beneficiados indiretamente, considerando que já existem trabalhos com grupos de acompanhantes na Casa.