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BioConstrução: capacitação e infraestrutura verde em Parque Urbano

São Carlos

Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação

Resumo

Qualificar uma estrutura pública dentro de um parque urbano para garantir acesso por meio de capacitação de multiplicadores interessados em construção de baixo impacto ambiental utilizando-se de técnicas de bioconstrução, estrutura de taipa, bambu e telhado verde.

Ao eleger os recursos disponíveis no espaço, bambu e terra, estamos privilegiando uma técnica construtiva que utiliza terra crua, um elemento natural, portanto, compatível com ideias de redução de impactos causados na construção civil.

Destacamos ao menos quatro vantagens para essa utilização: 1. construção saudável: as construções convencionais são tóxicas, pois utilizam materiais e substâncias voláteis como verniz, tintas industrializadas, compostos com tricloroetileno e formaldeídos ficam circulando pelo interior dessas edificações. Uma construção feita com terra é saudável pois a terra não é poluente e permite que a construção “respire” sem emanar resíduos tóxicos; 2. conforto térmico e acústico: a terra naturalmente regula a umidade da edificação e traz um excelente conforto térmico e acústico devido suas propriedades naturais. Isso gera uma enorme vantagem econômica a curto e a longo prazo; 3. Autoconstrução: construções com terra podem ser facilmente construídas por não necessitarem de maquinários. Sendo possível construir em formas de mutirão, construir com as próprias mãos unindo interessados e favorecendo a autonomia; 4. Material abundante de baixo custo: a terra, recurso disponível no local e nunca prejudica o meio ambiente ao se tornar um resíduo.
Na 1a etapa (janeiro e fevereiro de 2022) lançamento das inscrições para multiplicadores interessados e calendário de encontros para detalhamento do projeto, locação da obra, discussão das técnicas.
Na 2a etapa (de março a julho de 2022) detalhamento da proposta e execução em campo, com a participação dos interessados, respeitando os protocolos sanitários vigentes no período e garantindo a participação gratuita dos multiplicadores.
Na 3a etapa (agosto de 2022) inauguração contando com a presença dos envolvidos, incluindo a nobre deputada Marina Helou ou membros de sua equipe.
A 4a etapa (setembro e outubro de 2022) corresponderá a fase de prestação de contas, avaliação e prospecção de novos projetos a serem executados por esta Secretaria nos demais Parques Urbanos da cidade.

Experiência

O rápido processo de desenvolvimento das cidades nos últimos anos danificou ou destruiu extensivamente a vegetação arbórea existente nesses territórios, gerando uma série de efeitos negativos para a vida de seus habitantes como a degradação da qualidade do ar e das águas, aumento das temperaturas, enchentes e efeitos nocivos à saúde pública.
Os parques urbanos têm um grande potencial na mitigação desses impactos, devido aos benefícios, também entendidos como 'serviços ecossitêmicos', que incluem uma ampla gama de benefícios econômicos, de saúde, sociais e visuais, bem como serviços que indiretamente sustentam a vida humana por meio da regulamentação dos processos ecológicos. Estas áreas verdes têm influência direta na qualidade de vida da população, pois proporcionam contato com a natureza, seus processos e dinâmicas e, quando adequadas e atrativas, são determinantes para a realização de atividade física, atividades de contemplação e lazer.

O trabalho que estamos desenvolvendo na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação vai nesse sentido, de investimento, ampliação e qualificação da infraestrutura verde da cidade.

Alguns desafios porém seguem existindo, sobretudo para execução dos projetos. É por isso que propomos por meio desta emenda participativa o projeto de capacitação de multiplicadores interessados em construção de baixo impacto ambiental utilizando-se de técnicas de bioconstrução, estrutura de taipa, bambu e telhado verde em um parque urbano de São Carlos - SP.

Público Alvo

O projeto contribuirá para qualificação de diversos servidores públicos municipais de diferentes secretarias e além disso, por se tratar de uma área gerida por uma entidade da sociedade civil, de caráter cultural e educacional, sem fins lucrativos, também deve contribuir para democratização de conhecimentos com demais interessados.
Por exemplo, estudantes universitários, trabalhadores autônomos, configurando-se como possível diferencial para incremento na geração de renda na cadeia produtiva da construção civil de baixo impacto ambiental.
Pretende-se atingir diretamente cerca de 400 pessoas que estarão envolvidas no processo de formação. A infraestrutura decorrente do projeto deverá atingir um público da ordem de 10 mil pessoas, entre educadores, estudante e frequentadores do Parque urbano que vai acolher as ações deste projeto ao longo do ano de 2022.