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Projeto Florestas Urbanas - Horta Comunitária

Jacareí

Secretaria de Governo

Resumo

Estão previstas as seguintes atividades:
1)Capacitação na implantação de horticultura, pomar e compostagem, visando repassar para as comunidades técnicas de plantio, manutenção, colheita, bem como alinhar às ações de coleta seletiva de resíduos úmidos já em processo de mobilização no município, para o processo de reciclagem destes;
2)Capacitação em modelos de gestão participativos para a administração das hortas e pomares comunitários, visando oferecer ferramentas de gestão para os membros da comunidade que irão gerenciar as ações de plantio, manutenção, coleta e distribuição igualitária dos produtos;
3)Realização de encontros e rodas de conversa (virtuais e presenciais) para oferecer instrumentos participativos – ferramentas para aproximar as pessoas, no intuito de criar clima de colaboração entre os integrantes e contribuir para o resgate e valorização de saberes coletivos necessários à horta/pomar, afinal cada um têm uma expertise e um desejo de colaborar com algo;
4)Articulação Institucional, visando a união de forças com diferentes grupos (líderes comunitários, gestores, instituições escolares, comerciantes locais, etc), tornando o trabalho colaborativo e auto-sustentável.

Experiência

A Secretaria de Governo e Planejamento de Jacareí é responsável por coordenar as relações entre a administração municipal e a sociedade civil, elaborar, implantar e coordenar políticas públicas, promover a manutenção das relações com a comunidade, garantir projetos e ações sustentáveis visando melhorias ao município. Atua diretamente em parceria com a Diretoria de Sustentabilidade e Educação Ambiental (DSEA), que compõe a Secretaria de Meio Ambiente e Zeladoria Urbana de Jacareí (Lei nº 6.279/2019), responsável por implementar o Programa Municipal de Educação Ambiental/PROMEA, que foi criado com o intuito de elaborar, implantar e coordenar políticas públicas de incentivo à sustentabilidade e promoção da educação ambiental, incentivar a participação permanente e responsável da comunidade na proteção, conservação e compreensão integrada do meio ambiente. Ainda nesse contexto vale resslatar que a DSEA é composta pelo Núcleo de Educação Ambiental/NEA, localizado no Viveiro Municipal “Seo Moura”, Unidade de Conservação (UC) com 600 mil metros quadrados de extensão e também responsável pela realização de formações, oficinas, cursos, palestras, eventos, exposições, mostras, trilhas, vivências e visitas educativas e ecológicas com escolas e grupos, pela conscientização e mobilização social, realizadas no próprio viveiro e em instituições públicas e privadas, escolas, eventos externos e comunidades, onde as questões ambientais demandem mobilização, intervenção e mediação dos profissionais da educação ambiental.Em agosto de 2020, a Prefeitura de Jacareí assinou o Termo de Colaboração com a Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba, no âmbito do Programa Renascentes, com o objetivo de desenvolver o planejamento estratégico da paisagem do município, promover a restauração das nascentes prioritárias de abastecimento público e desenvolver ações de mobilização socioambiental no entorno dos projetos, em parceria com os órgãos acima citados.Nesse contexto, e tendo a Prefeitura de Jacareí, aqui representada pela então Secretaria de Governo e Planejamento, uma vasta experiência na temática de sustentabilidade e mobilização social e na constante busca de novas parcerias e novos aprendizados, apresenta o Projeto Florestas Urbanas – Horta Comunitária, como uma das ações já destacadas pela comunidade como fundamentais para o engajamento e protagonismo das pessoas no movimento de sustentabilidade do território.
Movimentos de Hortas Comunitárias estão crescendo na região do Vale do Paraíba. Uma das razões apontadas para esse crescimento é a constante demanda por produtos sem agroquímicos e com valores mais acessíveis, bem como o aumento do interesse da população em produzir seu próprio alimento em espaços urbanos considerados “sem utilidade pública”. O Vale do Paraíba está vivenciando um momento muito especial. Com a pandemia do Covid 19 e a virtualização das relações de trabalho, muitas pessoas de grandes centros urbanos vieram para a região, em busca de qualidade de vida e como uma opção para passar esse período com seus familiares. Muitos foram para áreas rurais e fortaleceram um movimento, então já em andamento, de agricultura familiar e fomento da produção agroecológica e orgânica. AS feiras de orgânicos e Comunidades que Sustentam a Agricultura tiveram um aumento considerável e a demanda por produtos naturais está em constante crescimento. Isso tem despertado o olhar da comunidade urbana e a intenção em desenvolver projetos como o proposto.
Assim, com o presente projeto, pretende:
1)Fortalecer o diálogo junto à comunidade e propor de soluções para os conflitos sociais;
2)Trabalhar a relação de pertencimento da comunidade para com os espaços públicos de seu bairro;
3)Ressignificar os espaços públicos urbanos e desenvolvimento de trabalho coletivo;
4)Mobilizar e fortalecer o interesse pelo consumo de alimentos saudáveis, descarte e destinação correto de seus resíduos;
5)Valorizar os conhecimentos ou saberes regionais e locais;

Ainda, o presente projeto visa contribuir no enfrentamento das dificuldades vivenciadas na área econômica, no momento pós pandemia, proporcionando aos participantes que se encontram em situação de vulnerabilidade social uma complementação na alimentação, de forma mais saudável para toda a família, economizando recursos parem serem utilizados em outras necessidades básicas.
Além disso, o projeto criará condições para construção de soluções para o enfretamento de problemas comuns da comunidade, envolvimento e aprendizado em trabalho coletivo, fortalecendo as relações sociais, que também sofreram grandes danos durante a pandemia.
Em uma olhar mais amplo, o projeto esbarra no campo da sustentabilidade e da segurança alimentar, trazendo à tona a discussão da forma como cultivamos plantas e criamos animais impacta a natureza, e essa relação com o surgimento de novas doenças e, consequentemente, pandemias.
Vale ressaltar que uma das ações do Programa Renascentes era recuperar a mata ciliar do afluente do córrego do Tanquinho, no Parque Imperial, com o plantio de 3.200 mudas de espécies nativas no local. A ação foi realizada e, dentre outras solicitações, a comunidade manifestou o interesse no desenvolvimento de uma horta comunitária, para além das espécies frutíferas que foram plantadas. No bairro ao lado, o Jardim Pedramar, a comunidade já estava em processo de mobilização solicitando a implantação de hortas comunitárias, com o apoio da prefeitura e de parceiros locais para a realização. Bem como inserir os dois bairros, Jardim Paraíso e Vila Ita que vêem solicitando hortas comunitárias em seus territórios.
Assim, com o presente projeto também pretende superar os desafios trazidos pelas comunidades vizinhas e pelos agentes da administração pública, apresentados na execução das ações do Programa Renascentes.

Relação direta do projeto com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
Objetivo 2. Fome Zero e Agricultura Sustentável
Objetivo 4 – Educação de Qualidade
Objetivo 5 – Igualdade de gênero
Objetivo 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis
Objetivo 12 – Consumo e Produção Responsáveis
Objetivo 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes
Objetivo 17 – Parceria e Meios de Implementação

Público Alvo

•Comunidade dos bairros Pedramar, Parque Imperial, Jardim Paraíso e Vila Ita, bem como munícipes de seus entornos;
•Professores, gestores, coordenadores de escolas e comunidade escolar, inseridas no entorno;
•Lideranças comunitárias, munícipes interessados em conhecer e ou adotar o cultivo de hortaliças outras culturas;
•Associados ao sistema orgânico;