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Ações de letramento midiático e informacional no combate à pandemia de COVID19

Barão Geraldo

Unicamp

Resumo

Propomos uma articulação entre o letramento midiático e informacional e a prevenção da Covid-19 com o público de língua portuguesa que tem acesso ao espaço digital. Como afirmamos anteriormente ao organizar o evento “Fake News e Linguagem”, em novembro de 2019, com apoio da FAPESP (projeto 19/18636-5), o Brasil tem sido laboratório midiático de investimentos em notícias falsas, o que se potencializou no momento da pandemia, notadamente com a ação No momento de uma pandemia, dar aos cidadãos condições para se tornarem consumidores críticos de informação é muito relevante como ação de combate à disseminação da doença.
Com o alastramento pelo país da pandemia de Covid-19, o Brasil passou a vivenciar uma situação de negacionismo em relação a preceitos científicos e o falseamento ostensivo de notícias científicas no que diz respeito às formas de combater a doença Covid-19, ações observadas em agentes públicos, em influenciadores digitais, em veículos midiáticos e em parte da população. Portanto, um sistema generalizado de desinformação teve e continua a ter um terreno bastante fértil no país.

Em linhas gerais, o letramento midiático e informacional diz sobre a habilidade para identificar os diferentes tipos de mídia, bem como compreender as mensagens que são transmitidas. Ele disponibiliza ferramentas importantes para que os diversos públicos sejam capazes de analisar, avaliar e refletir criticamente sobre os conteúdos que estão assistindo, ouvindo, lendo, recebendo pelas mídias sociais. A educação em mídia, como definida pela Unesco, e o empreendimento das ferramentas de letramento midiático têm um enorme poder agregador de criação de diversas interfaces entre muitos e diversos grupos sociais.
Serão desenvolvidas três etapas estratégicas para a construção de um conteúdo de difusão informativo gratuito: 1) coleta e análise das fake news relativas à Covid-19, com foco em materiais de agências públicas governamentais e de sites apoiadores do governo federal (em parceria com a especialista visitante), buscando sistematizar por tipos as principais ocorrências (kit Covid, modos de “prevenção”, medicamentos etc.); 2) planejamento e estruturação do conteúdo elencado e elaboração de conteúdo didático com tira-teima e desconstrução das notícias falsas, e 3) discussão do desenho final do conteúdo para disponibilização online.
Publicação de material em forma de curso online aberto, massivo e gratuito sobre , possivelmente na plataforma Coursera, em 10 modulos sobre como se cuidar e enfrentar o COVID-19 e como se cuidar e enfrentar a desinformação relativa à pandemia.

Experiência

Ações de letramento midiático e informacional no combate à desinformação (desinfodemia) são desennvolvidas no CLE-UNICAMP desde 2016, em parceria com a UNESCO. Seu primeiro curso online massivo, aberto e online foi disponibilizado na plaforma Coursera <https://www.coursera.org/learn/alfabetizacao-midiatica?action=enroll> e conta atualmente com 1000 alunos inscritos e avaliação cinco estrelas (máxima). Realizamos também em 2019 evento sobre Fake News e Linguagem com apoio da Associação Brasilieira de Linguística ABRALIN <https://em-cena-14.abralin.org/> com apoio da Fapesp (projeto 19/18636-5), articulando professores de diversas áreas de conhecimento para discutir Fake News.

Público Alvo

Três públicos:

1 Cidadãos de modo geral que estão sujeitos ao enorme volume de notícias falsas

2 Funcionários públicos (a Força-Tarefa da Unicamp contra COVID-19 é nossa parceira) e estudantes que retornam às atividades e precisam de referências específicas relativas às suas atividades

3 Cidadãos brasileiros que conjugam diferentes crenças e compreensões de mundo, especialmente os povos indígenas em situação de aldeia (os Paiter Suruí, por exemplo)