Estudos mais avançados do mundo mostram que as escolas não são o foco principal de contaminação da doença. Porém que escolas fechadas tem impactos profundos em nossas crianças, na desigualdade social e no futuro do país. A escola portanto tem que ser a última a fechar e a primeira a abrir e nossa prioridade tem que ser absoluta.

 

Segundo a UNESCO o Brasil está entre os países com o período mais prolongado de fechamento das escolas: 40 semanas. A média global é de 22 semanas.

Por que a volta às aulas presenciais é fundamental e cada vez mais urgente?

Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

As escolas tiveram suas atividades suspensas em praticamente todo o ano de 2020. E, apesar dessa medida ter sido fundamental no início da pandemia, o fechamento acelerou nossas desigualdades, acentuou problemas já conhecidos e trouxe desafios ainda mais intensos no campo educacional. 

 

Sabemos que o convívio social e as relações horizontais entre crianças são fundamentais para o desenvolvimento infantil e têm sido profundamente impactadas. Além disso, sem acesso adequado à aprendizagem, a desigualdade só aumentará nos próximos anos. 

 

Crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade estão mais expostos a fatores de risco como violência doméstica, exploração sexual, gravidez na adolescência e trabalho infantil. Estas crianças e adolescentes têm menor acesso à internet, a ensino a distância e a suporte educacional. E, segundo especialistas, os índices de evasão escolar serão os maiores já vistos na história, impactando diretamente no desenvolvimento social e econômico do país. 

 

Essas são apenas algumas informações que mostram a urgência da retomada das aulas presenciais em todas as escolas de todo o país. Estudos do Brasil e do mundo comprovam que sim, é possível fazer isso agora. Sem profissionais do grupo de risco, com estratégias de bolhas de contato, % de alunos menores, estudo híbrido. Os protocolos e possíveis caminhos existem e funcionam.

 

Infelizmente a pandemia é uma realidade e todas as atividades trazem riscos. No entanto, é urgente falarmos também dos riscos e consequências das escolas fechadas e ter claro quais são nossas prioridades enquanto sociedade.

 

Por fim, esta é também uma grande oportunidade para falarmos do papel da escola na nossa sociedade, da valorização dos professores e de qual ensino esperamos. Conte comigo e com o meu mandato neste processo!

Sou a favor da volta às aulas com segurança e de forma gradual. E estou empenhada em apoiar medidas para garantir a proteção de todos nesse processo.  Na Alesp, sou autora do PL 734/20 que estabelece atividades educacionais como serviços essenciais no estado de SP e também tenho trabalhado para garantir que profissionais de educação façam parte do grupo prioritário na vacinação contra a Covid-19.

Meu mandato compilou uma série de pesquisas para te ajudar a estar mais informado sobre o tema. Leia, compartilhe e nos envie estudos que você tenha visto também!

Sei que o momento é desafiador, mas educação e infância devem ser prioridade absoluta!

TRANSMISSÃO

Infecção e transmissão por Sars-CoV2 nas escolas: uma análise transversal e prospectiva de grupos de infecção e surtos na Inglaterra.

O estudo aponta que as infecções e os surtos eram pouco frequentes em ambientes educacionais, depois da reabertura das escolas, após as férias de verão na Inglaterra. Os pesquisadores afirmam que os casos de covid-19 em escolas estiveram mais relacionados à taxa de contágio regional, ao tamanho e à densidade da população com quem convivem do que com a sua atividade educacional. Enfatizam a importância do controle comunitário da transmissão para proteger o ambiente educacional. As intervenções devem focar em reduzir a transmissão dentro e entre funcionários das escolas. (Conteúdo em inglês).

Acesse o estudo aqui.

Covid pediátrico en Cataluña: sumando esfuerzos para dar respuestas a la covid-19, realizado por el hospital de Vall d’Hebron de Barcelona.

O estudo aponta que apenas 8% (86 de 1081 casos analisados) de pacientes pediátricos com diagnóstico de covid-19 confirmados, entre 1 de julho a 31 de outubro de 2020, foram transmissores de infecção por covid para o resto dos membros de seus núcleos familiares. (Conteúdo em espanhol).

Saiba mais.

O estudo Kids Corona feito pelo Hospital Sant Joan de Déu, em Barcelona, com 411 famílias com um total de 724 meninos e meninas com pelo menos um dos pais com covid-19 mostrou que mais de 99% dos menores não apresentavam sintomas ou estes eram pouco relevantes. Enquanto 33,8% dos adultos nesse estudo tinham carga viral na nasofaringe um mês depois; isso só ocorreu em 11,9% das crianças. (Conteúdo em inglês).

Para saber mais acesse aqui.

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Repercussões da Pandemia no Desenvolvimento Infantil, working paper elaborado pelo Comitê Científico do Núcleo Ciência pela Primeira Infância.

Trata-se de artigo que tem como objetivo colaborar com a sociedade no entendimento das repercussões da pandemia de Covid-19 no desenvolvimento infantil e sugerir algumas estratégias para lidar com os desafios durante e após a crise, atenuando os efeitos negativos sobre as crianças brasileiras. O material está organizado em três tópicos: repercussões nas crianças, repercussões na convivência familiar e repercussões nas políticas de saúde, educação, comunidade e seguridade social. Dentre outros, o artigo destaca que o fechamento de escolas e creches (que interrompe a convivência entre crianças), além do corte ao acesso de recursos que costumam ter nesses locais (pedagógicos, alimentação e serviços sociais, entre outros), retira o “colchão psicológico” (o efeito buffer) que a educação infantil exerce na proteção contra um ambiente tenso, desestruturado e muitas vezes perigoso  de alguns núcleos familiares.

Acesse o artigo aqui.

IMPACTO SOCIAL E ECONÔMICO

Relatório Unicef “Enfrentamento da Cultura do Fracasso Escolar”: o relatório mostra que a evasão escolar no Brasil aumentou na pandemia.  Reprovação, abandono do ensino e distorção entre idade e série escolar são problemas recorrentes no cenário educacional brasileiro. Com a pandemia da Covid-19, essa realidade foi acentuada e a disparidade socioeconômica do país ficou ainda mais evidente.

Acesse o relatório aqui.

SAÚDE MENTAL

Estudo sobre os efeitos comportamentais e psicológicos da COVID-19 em crianças da província de Shaanxi, China.

Um estudo feito em fevereiro de 2020 na província de Shaanxi na China com 320 crianças (idade entre 3-18 anos) mostrou que as crianças também sofrem com os efeitos psicológicos e emocionais da pandemia. Os efeitos mais comuns entre todas as idades são a carência, a desatenção e a irritabilidade. Crianças mais jovens (3-6 anos) demonstram mais carência e medo de que os familiares sejam infectados. O estudo elenca recomendações de pediatras chineses que defendem o aumento da comunicação com as crianças ouvindo suas preocupações, o uso de jogos colaborativos para aliviar a solidão do isolamento, a realização de atividades físicas e até o uso de terapia musical com o uso de canto para reduzir o medo e o estresse. 

(Conteúdo em inglês).

Acesse o relatório aqui.

OUTROS

Mapa de Monitoramento Interativo da Unesco: Monitora o tempo de fechamento e abertura das escolas no mundo. No mapa, o Brasil está entre os países com período mais prolongado de fechamento das escolas: 40 semanas.

Saiba mais aqui.

UNICEF - Novos aprendizados na gestão do processo de reabertura das escolas baseado nas experiências de diferentes países. (Conteúdo em inglês).

Saiba mais aqui.

Sentiu falta de alguma pesquisa? Mande um e-mail para mandato@marinahelou.com.br com as suas indicações.

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